terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um dia de gata, entendeu?


Outro dia escutei minha mãe dizer:

- Tive um dia de cão hoje!

Um dia de cão? O que seria um dia de cão? Será que a colocaram na coleira? Hummmm. Meus pensamentos voam tentando explicar tal frase. Nada, é o que eu sei. Absolutamente nada. O que eu deveria pensar então? Mas enquanto tento saber, lá estava ela falando com minha irmã que havia tido um dia difícil, que era uma correria só e que já não aguentava mais os barulhos da porta e dos telefones tocando (ninguém manda ser consultora de vendas), mas que vendeu bem e estava satisfeita.

Esse foi o meu ponto de dedução. Liguei os fatos a palavra cão e pronto, tudo fazia sentido. Os meus amiguinhos cachorros sempre estão de prontidão tomando conta da casa e principalmente, evitando que seus donos sejam surpreendidos. Já nós, as (os) gatinhas (os), também ficamos de prontidão, para correr, né pessoal?! Os ouvidos sempre atentos. Se for outra pessoa, metemos o pé, saindo que nem bala. Dessa forma, avisamos nossos donos, só que de outra maneira. Já o cão, faz aquele escândalo todo e avança no que ele considera “inimigo”. Do outro lado, nós avançamos para um lugar seguro.

Resumindo, não ficamos de guarda em pé para assegurar a casa. Ficamos relaxados, dormindo e no primeiro indício de “inimigo” sumimos num piscar de olhos (caso seja menor que a gente, ai sim, atacamos ele).

Foi assim que entendi a frase de Mamis. Ela estava trabalhando, pessoal! E muito. Nada de mordomias e relaxadas. Ela estava de prontidão, trabalhando. Daí o dia de cão, né?! Mas se ela estivesse descansando, com certeza ela diria:

- Tive um dia de gata hoje.

Afinal, é para isso que servem os finais de semana. Cinco dias de cão e dois de gatos (as), mais os feriados. Bom, para mim são sete. Sete dias de gata. Acho que deu para perceber pela minha expressão ou pela minha pose? Rsrsrs. Mas, infelizmente, tenho umas horinhas de cão. Afinal, tenho que mostrar que sou uma caçadora brava.

E você tem o que, um dia de cão ou de gato?

Beijinhos
Jaddy

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um amor pela música


No meu primeiro aninho nessa casa, havia um cantinho só meu. Uma cadeira de ferro com o assento bem macio. Um estofado bem legal. Como eu gostava de agarrar o varal, Mamis colocou uma cordinha com o pregador para mim. Ficava bem no meu cantinho. Eu corria logo para meu cantinho brincar.

Mamis dizia que eu era foguenta, que eu fazia muita pirraça. Por isso, ela colocava músicas para me acalmar. Como eu adorava as músicas! Deitava e ficava quietinha ouvindo. Era tão bom que eu cochilava muitas vezes. Mas um dia (que dia hein!), de um sol lindo e, o melhor, o dia estava fresco, perfeito para brincar. Porém, como eu estava de fogo, Mamis ligou o rádio. Esse foi o dia. Tocou a música “It’s Raining Men” da Geri Halliwell. Gente, vocês precisam ouvir, na verdade, só as princesas que nem eu.

Lá estava eu na minha cadeirinha brincando, quando tocou a música. Simplesmente adorei e me senti a rainha do pedaço (no futuro, foi o que virei). A alegria se espalhou pelo meu corpo, eu dançava sem sentir! Foi quando olhei para o pregador preso e tive uma imaginação brilhante. Minha imaginação ia tão além, que segurei o pregador como se fosse um microfone e me ousei a cantar que nem a Geri.

Aquilo era uma brincadeira diferente. Nunca que isso tinha acontecido. Eu cantava sem parar. Estava num palco, cheio de fãs gatinhos e gatinhas. Gritavam o meu nome “Krystal, Krystal, Krystal” pedindo bis (sei que devem estar imaginando o chocolate, eu também adoro, mas era para cantar outra música). Até me deitei e fechei os olhos cantando. Que alegria era aquela? É o que uma música agitada faz com a gente.

Tudo ia bem, até que a música acabou. Era uma pena. Toda a aventura tinha acabado. Até que meu irmãozinho lindo comentou:

- Cara, essa música tem tudo haver com a Krystal. Olha ela se sentindo. Mas ela pode também, é uma princesa linda.

Viu, amiguinhos, sou uma precisa linda e chovem gatinhos na minha “Home”. Mas eu escolho bem, hein! E meu irmão coloca para correr esses “danadinhos” atrevidos. Mas olha, cantar e dançar faz bem a saúde, principalmente brincar. Aventure-se como você pode!

Beijinhos
Krystal

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma gata criativa


Após um maravilhoso café da manhã, liguei minhas baterias. 220 volts. Nada me segurava. Abri minha imaginação. Vi minha casa virar Fernando de Noronha. Sabem o que isso quer dizer, né, amiguinhos? Praia, água. Um pesadelo. Como alguém gosta de água? Para beber é ótima, mas para jogar no corpo... Ui, chego a me arrepiar.

Eu estava lá, naquela paisagem linda. Quantos passarinhos lindos e saborosos. Muitas borboletas para sair correndo a vontade. Era diversão na certa. Era a minha imaginação fluindo. Era a minha aventura. E se era uma aventura, tinha que ter ação. E ela estava ali, bem na minha frente. Uma onda com mais de meio metro de altura. Meus amigos, era a maior onda que eu já tinha visto na minha vida. Uma enorme, um monstro formado por águas e que fazia um túnel extremamente perigoso.

Mas o perigo não estaria ali se não fosse por uma coisa. Meus brinquedinhos estavam do outro lado. E a onda os protegia para que eu não conseguisse pegar. Eu precisava recuperar “my precious” brinquedos. Afinal, como eu iria jogar bola? Ou puxar os bichinhos de pelúcia com as cordinhas? Ou dormir em cima deles? Minha aventura começava ali.

Corri pela região para achar algo que eu pudesse passar pelas ondas. Nada. Absolutamente nada. Do que adianta ser um lugar lindo se não tinha nada que me ajudasse? Foi quando tive uma brilhante ideia. Peguei a tampinha de um pote que era do meu irmão. Eu pedi emprestado, ok? Ele balançou a cabeça me apertando nos braços, isso queria dizer que era um “sim”. Certo, pessoal? Bom, se ele não entendeu, já era, a tampinha já estava comigo.

“AH, RA”! Joguei minha tampinha dentro da água e fui indo por cima, remando com as patinhas. Como aquilo me feria psicologicamente. Mas eu era corajosa e aventureira, acima de tudo aventureira. Quando veio a onda, levantei na minha tampinha e me equilibrei. Amiguinhos, que “parada” maneira. Que emoção. Eu tava, de acordo com os humanos, “surfando”.

Entrei naquele túnel radical e sem cair uma gotinha de água em mim, eu estava chegando nos meus brinquedos. Eu ria da água e adorava as “manobras” que nas ondas eu fazia. Pessoal, vocês precisavam ver. Uma gatinha que nem eu, surfando. Já não bastavam os troféus de Le Parkour, eu teria de Surf também. E o melhor, galera, eram as águas não caindo em mim. Nada de água no meu pêlo lindo se não fosse isso:

- Ammy, larga o colchão. Gata danada (dá para alguém me dizer o que isso significa?). Xô, saí daí, saí, Ammy. Vamos dar um banho nela, tá calor mesmo – falou mamãe para meus irmãos.

Amiguinhos, nada de banho, né? Melhor uma aventura arruinada do que uma gata molhada. Fui para minha próxima aventura: A fuga de uma gata danada....

Beijinhos
Ammy

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma irmã protetora ou uma mãe para lá de animal?

 

Krystal, uma gatinha elegante e séria. Filha única. Amada por todos da casa. Feliz por não dividir o amor dos humanos com ninguém. Jaddynha (euzinha), uma gatinha muito feia, de início. Cheia de energia, o que responde as minhas travessuras pela casa. Feliz pelo novo lar e pelo amor que eu recebia daqueles seres, daquelas pessoas que seriam minha mãe e irmãos. O que era um problema para a Krystal. O amor estava sendo dividido em proporções iguais.

Bom, minha futura irmãzinha começava a me ignorar e sempre que minha mamãe não via, ela danava tapas na minha cabecinha. Como aquela “coisinha mimada” era braba comigo! Já na presença da minha mamãe, ela parecia a celebridade em animal. Passava e nem me olhava. Ah, como aquilo me irritava. Que vontade de mordê-la, só para ela ver que eu existia. Mas ela era pior que “mula”, era uma “anta” ao quadrado. Achava que o mundo girava em torno dela. Foi quando tive uma ideia mais que brilhante, uma ideia extraordinária. Roubei os brinquedinhos dela e comecei a brincar espalhando-os pela casa.

Mamãe, quando viu aquilo tudo espalhado, ficou pálida. O que acham que ela fez? Pensaram? Fui chamada de “danada” e do famoso “ETzinho”, que vocês já conhecem. Mas acham que isso me importa? Rsrsrs, eu quero mais é brincar! E brincava amigos, de todos os jeitos que eu podia. Até subia na mamãe e pulava nas costas da minha irmã mais velha. Krystal só me observava.

Depois de uns dias, pensei: Eu poderia chamá-la para brincar comigo. Mas aconteceu diferente. Um cachorro, sim um cachorro (amigos, amo vocês, mas querem fazer o favor de parar de correr atrás da gente?), veio me pegar. Ele corria tanto e latia tão alto, que eu tremi nas quatro patinhas. Paralisou tudo. O que aconteceu comigo? Por que eu não me mexia? E por que a minha única reação foi me arrepiar toda e falar “xô, bicho feio”? Neste momento, ele iria me abocanhar. Foi quando vi algo muito rápido, tão rápido que achei que era o “Supercat” ou a “Wonder Cat” ou a “Flash Cat”. Afinal, o que era aquilo que passou rápido como um fantasma (vocês sabem que eles existem, né? Ufa, achei que não.)? Não demoraram segundos e escutei:

- Tente abocanhar ela e eu arranho sua fu#$. Entendeu ou preciso desenhar no seu corpo? – falou a Krystal já gritando, com o corpo todo arrepiado e mostrando as garras poderosas que ela tinha.

- Vamos embora, filho. Nessa briga eu tô fora. – cheio de medo, ordenou o cachorro ao seu filho, que saíram correndo.

Caraca! Putz, a Krystal colocou aquelas coisas para correr. Na mesma hora virei fã número 1 dela. Onde que uma gatinha colocaria um cachorro para correr? Vocês já viram isso? Eu não. Ela era a minha heroína. Era a verdadeira “Wonder Cat”. Onde estava a mídia para ver isso e quebrar o mito de que o cachorro sempre leva a melhor?

- Vamos para casa, Jaddy. – falou a Krystal. Acham que eu disse não? Nem eu rsrs. Na mesma hora fui seguindo, olhando-a e agradecendo.

Desse dia em diante, todos os dias, ela me chamava para brincar, para me dar banho e para conversar sobre o mundo que eu viria a enfrentar quando estivesse mais velha. Nas noites, principalmente as frias, ela me abraçava. Ela me amava. Era a minha irmã/mãe. Não nasci dela, mas ela passou a me tratar como filha, mesmo sendo uma irmãzinha.

Dedico esse post a você, Krystal, minha irmã querida.

Beijos
Jaddy

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dispensável para um. Para outros, mais que uma filha!


9  de abril de 2009. Mês do outono. Uma estação gostosa. Nem muito frio, nem muito quente. Meu ex-dono me acordou para passear à noite. Feliz, eu levantei logo. Iria conhecer esse mundo cheio de objetos, construções, animais, pessoas, entre outros que eu nunca tinha conhecido. Minha felicidade era tão grande, que eu nem ligava para a chuva que lá fora estava caindo. Eu queria passear e descobrir este mundo belo. Era o meu sonho sendo realizado.

Infelizmente, não era meu sonho sendo realizado naquele momento. Era o dele. Confesso que ele nunca teve paciência comigo e muito menos se importava se eu estava com fome ou sede. Mas, como diz o ditado, a esperança é a última que morre. Eu estava sendo abandonada num shopping e em um muro alto. Tão alto, que eu jamais conseguiria descer sozinha sem me machucar. Eu tinha apenas dois meses de idade, ou menos.

A chuva começou a ficar mais forte e eu não tinha onde me proteger ou ficar segura. Do céu vinham barulhos e luzes que caiam com uma rapidez que eu jamais tinha visto. O que era aquilo? Que luzes eram aquelas? E o barulho, de onde vinha se não tinha nada no céu? Era o meu pesadelo sendo concretizado. Todos os meus medos estavam ali presentes. Meu choro já saia sem ao menos eu sentir. Meu coração pulsava num ritmo acelerado. E eu só pensava no porquê de ele ter feito aquilo? O que eu tinha feito para ele? E como eu iria me proteger?

Meu desespero era tão grande. Que passei a pedir ajuda ao céu. Mas a ajuda não vinha. As horas simplesmente passavam. Minha esperança já estava morrendo. Até que três jovens passaram por mim. Eles, naquele dia, tinham decidido passar pelo outro caminho que nunca faziam. Mas naquele dia, fizeram. Era a minha chance de sair dali. Meu medo era tão grande, que eu não parava de chorar. Foi neste momento que um dos três jovens escutou e olhou procurando. Levantei para ele me ver no alto. Não é que ele me viu?

- Olha gente, o gatinho no alto, todo molhado. – comentou com os outros dois jovens. Mas eu quero deixar bem claro que não sou “gato”, sou “gatinha”. E muito linda por sinal.

- Aí gente, tira o gatinho dali. Que maldade desse pessoal. Uma chuva dessas e o bichinho no alto ainda, sem saber descer. – reclamou a menina que estava com os outros dois. Mas eu repito, preciso dizer quantas vezes que é “gatinha”? Depois viram que eu era uma gatinha.

Tiraram-me do muro alto. Minha esperança de ir com eles estava ali. Eu não chorava mais. Eu esperneava, mas gritava tanto e me encolhia nos braços daquele humano. Quando ele me olhava, eu fazia aquela carinha de piedade. Tremia tanto no colo dele, que ele foi me abraçando mais. Eu estava com frio, né? Foi então, que a menina decidiu ligar para sua mãe (ela ligou umas três vezes, amiguinhos). Falou tanto no telefone que eu nem entendia mais o que ela dizia. Fui trocada de colo e enrolada numa jaqueta linda. Os outros jovens tiraram algo do bolso deles e deram para ela. Eram uns papéis retangulares e que depois ela entregou a outra pessoa. Se ela iria dar a outro, por que não deixou com aqueles humanos mesmo?

Entrei dentro de um veículo (é como eles chamam) bem confortável e olhei para o céu. Será que eu seria abandonada de novo? Acabei por dormir. Acordei já dentro de uma casa com duas gatas e três pessoas me observando (não eram os mesmos três jovens, era a menina com outras duas pessoas). Tinha cobertas perto de mim, água e comida.

Eu tinha um lar? Era isso? Era sim, amiguinhos. Demorei a conquistar as minhas irmãzinhas. Mas conquistei. Minha nova mãe (sim, mãe, pois eu era e sou uma filha para ela) se preocupava tanto comigo e minhas irmãs que se não gostássemos de uma ração, ela comprava outra imediatamente. Nada me faltava.

Eu era importante. Era uma das alegrias da casa. Sou até hoje, mesmo quebrando as bolinhas da árvore de natal, sumindo com os objetos da casa, destruindo o sofá e perturbando minhas irmãs até dizer chega. 

Ah, e dos três jovens (tirando minha irmã que me trouxe), só vejo mais um. O namorado dela. E hoje posso afirmar: a esperança é a última que morre. E você pode ser o que for, sempre terá aquele que te ama do jeito que você é.

Beijinhos
Ammy

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Uma godinha para lá de sexy


Lembram da Revista Cat, amigos? Claro que lembram, né?! Só as gatinhas formosas são convidadas a participar. Como sabem, fui uma delas. Até deu briga por causa do meu catfriend Popó. Ele tem um ciúme de mim, chega ser um exagero. Porém, ele é meu catfriend, ok? Nada de colocarem seus olhinhos nele, pois não o divido.

Chegou o dia do ensaio, pessoal. Fiquei tão nervosa. Luzes e mais luzes em cima de mim, maquiagens para retocar, cabeleireiro para pentear meus pêlos lindos e sedosos, manicure para fazer as minhas unhas. Eu tive mais que um tratamento “VIC” (Very Important Cat). Como é bom ser uma estrela, uma celebridade felina. E o melhor, ser como sou. Nada de folhas no meu almoço e janta. Como falei em outros post, sempre minha comidinha especial (já passei a receita, hein! Mas se quiserem, é só pedir que eu a escrevo). 

Parecia um sonho. Daqueles contos de “cat-fadas”. Eu estava mais do que feliz, estava voando nas nuvens batendo um papo com os passarinhos. A viagem tava tão longe que onde já se viu eu, justamente eu, conversar com passarinhos? Eu quero é sair correndo atrás deles. Minha felicidade seria completa se não fosse a Ammy. Ô gatinha abusada e chata. Ela é uma malinha, daquelas sem alça. Só sabe incomodar a gente. Mas confesso que eu a amo com todo o meu amor.

Devido ao meu nervosismo, estava escutando músicas para relaxar, ao som de comida no pratinho. Mas a Ammy tinha que me incomodar. E colocou Michael Jackson, tocando a música “Moonwalker” (só porque ela sabe que eu adoro e começo a dançar). Pronto, minhas patinhas já não me obedeciam. Meu corpo recebia a informação de dançar e eu precisava bater as fotos para a revista. Eu estava com um problema, e daqueles. Como que eu iria bater as fotos com as pernas querendo dançar e minha boca querendo gritar “uaaaau”? Era o fim da minha carreira. Meu sonho estava se desmoronando na frente dos meus olhos. Logo eu, a “godinha” da minha família. Meus pensamentos já voavam longe quando o fotógrafo me chamou:

- Jaddynha, minha linda, seja você e olhe para a câmera. Linda, fofa, mostre essa formosura toda.

Como eu iria ser sexy com aquela música tocando? Não pude nem pensar. Olhei para ele, já colocando a patinha na frente e soltando o gritinho quando “click”, ele tinha batido a foto. Imaginei logo que eles iriam me substituir. Eu tinha sido um fracasso por causa daquela “jumenta” da Ammy. Vocês não estão querendo uma gatinha, não? É Natal, é um bom presentinho para se dar, sabiam? Não? Ah, tudo bem, deixa, fico com aquela coisa mesmo e me vingo depois.
Passou as horas e nada do diretor vir até mim e dizer sobre a revista ou se eu iria ser substituída. Fiquei ansiosa e nervosa. Já estava me tremendo toda. Foi quando ele apareceu e com uma alegria disse:

- Meu amor, que foto linda. Era tudo o que eu queria. Vai ser a capa da Revista desse final de ano. Ai, que maravilha. Essa “godinha” é esplêndida, quer ar de poderosa. Very sexy. Fiquei até sem fôlego. Os gatinhos vão adorar.

Amiguinhos, pergunto: Vocês entenderam algo? Nem eu. Como assim capa da revista? Euuuu, logo eu? Não tinha dado errado? Não era o meu fim?

Nesse exato momento corri até aquela “jumenta”, “malinha”, “danadinha” (ainda não se sabe o que significa) e dei um beijão nela. Como eu falei que a amava e a agradeci, afinal ela foi a culpada. Mas, pessoal, não é que fiquei super fashion na foto?!

E oh, eu fui eu mesma, né!

Beijos
Jaddy

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Chuva, chuveiro e o terrorismo!


Verão. Uma estação do ano quente e marcada por suas altas pancadas de chuvas, às vezes só chuvinhas. Ahhh, só de pensar, bate uma alegria. Correr pela varanda, no meio das plantas com aquelas gotinhas finas caindo sobre mim. Como é bom se refrescar e brincar ao mesmo tempo.
E quando corremos direto para a casa? Patinar é uma alegria que só, né? Nós vamos que vamos, derrapando. Melhor mesmo é quando escorregamos da sala ao quarto... rsrs. E o mais engraçado é ver nossos irmãos e mamãe correndo atrás da gente. Muitas vezes reclamando, falando coisas absurdas:

- Na chuva você fica, mas tomar banho você não quer, espertinha!

Já tentei explicar a eles que banho nós já tomamos, todos os dias, principalmente depois do almoço e janta. Será que ela não vê isso? Fico limpinha. Higiene é tudo para mim, incluindo quando vou ao toalete. Sempre sacudo minhas patinhas. É incrível a inteligência dos humanos. Falam tantas línguas que não conseguem entender a nossa, um idioma tão fácil e simples. Para mim, o mais correto. Não tem essa de a “nova ortografia”, eu nem sabia que tinha a velha! Banho é banho. Lambo-me toda, retirando todo o excesso de sujeira. E quero deixar um detalhe por escrito, é de mim que tem que vir o cheiro atraente e não de coisas “inexplicáveis que fazem bolhas”. Que coisas são essas? Vem do outro mundo, só pode! E pior, amiguinhos, ainda querem que a gente entenda isso. Então, que eles entendam a gente também (amo vocês família, mas nada mais justo que nos entendermos).

Verão, altas temperaturas. Um calor de matar qualquer gato ou gata. Nossos ânimos até adormecem. Não dá vontade de fazer nada! Mas aí sempre tem aquele, sim aquele, aquele que quer acabar com você. Nessas horas, eles têm que escolher um alvo (parece até filme de ação), alguém para tirar o sossego. Era eu o alvo, tinha sido escolhida. É nessa hora que descobrimos o que eles são capazes de fazer para pegar o alvo. Humanos, são seres super amorosos e super armadores de estratégias.

- Minha princesa linda, gatosa, meu anjinho. Vem com o irmãozinho, vem! – começou o meu irmão. E eu como inocente, caí na armadilha.

- Vamos, vamos. Temos que ser rápidos agora. Essa brabinha cria trocentas patas. – comentou mamãe com uma rapidez e super séria.

Era o meu fim, meus amigos. Estava sendo levada para o “chuveiro”, uma espécie de monstro marítimo que jorra água numa força terrível, só para ter certeza de que realmente vai molhar. Fui segurada por todos os lados, não tinha escapatória. Nem meus gritos faziam minhas irmãs me socorrerem. Elas não eram malucas, né? Nessa hora, todas já tinham se escondido.

3 minutos de pura maldade. Água gelada, pequenos monstrinhos de espumas, cheiro horroroso, uma catinga mesmo (com esse cheiro nem o São Francisco de Assis ia querer dar um cheirinho em mim). Eles não sabiam, mas estavam me sujando com aquela b*&%#. E eles precisavam entender que o que vem do céu é limpo, glorioso, é saudável. Mas o que vinha daquele monstro cheio de furos e seus companheiros fedorentos não eram.

Banho. Palavra usada para a higiene humana para deixá-los, de acordo com eles, limpos e cheirosos. Pelo menos é o que eles pensam, né!? Terrorismo, palavra usada por mim para definir o banho dos humanos.

Abaixo ao terrorismo!

Beijos
Krystal