Após um maravilhoso café da manhã, liguei minhas baterias. 220 volts. Nada me segurava. Abri minha imaginação. Vi minha casa virar Fernando de Noronha. Sabem o que isso quer dizer, né, amiguinhos? Praia, água. Um pesadelo. Como alguém gosta de água? Para beber é ótima, mas para jogar no corpo... Ui, chego a me arrepiar.
Eu estava lá, naquela paisagem linda. Quantos passarinhos lindos e saborosos. Muitas borboletas para sair correndo a vontade. Era diversão na certa. Era a minha imaginação fluindo. Era a minha aventura. E se era uma aventura, tinha que ter ação. E ela estava ali, bem na minha frente. Uma onda com mais de meio metro de altura. Meus amigos, era a maior onda que eu já tinha visto na minha vida. Uma enorme, um monstro formado por águas e que fazia um túnel extremamente perigoso.
Mas o perigo não estaria ali se não fosse por uma coisa. Meus brinquedinhos estavam do outro lado. E a onda os protegia para que eu não conseguisse pegar. Eu precisava recuperar “my precious” brinquedos. Afinal, como eu iria jogar bola? Ou puxar os bichinhos de pelúcia com as cordinhas? Ou dormir em cima deles? Minha aventura começava ali.
Corri pela região para achar algo que eu pudesse passar pelas ondas. Nada. Absolutamente nada. Do que adianta ser um lugar lindo se não tinha nada que me ajudasse? Foi quando tive uma brilhante ideia. Peguei a tampinha de um pote que era do meu irmão. Eu pedi emprestado, ok? Ele balançou a cabeça me apertando nos braços, isso queria dizer que era um “sim”. Certo, pessoal? Bom, se ele não entendeu, já era, a tampinha já estava comigo.
“AH, RA”! Joguei minha tampinha dentro da água e fui indo por cima, remando com as patinhas. Como aquilo me feria psicologicamente. Mas eu era corajosa e aventureira, acima de tudo aventureira. Quando veio a onda, levantei na minha tampinha e me equilibrei. Amiguinhos, que “parada” maneira. Que emoção. Eu tava, de acordo com os humanos, “surfando”.
Entrei naquele túnel radical e sem cair uma gotinha de água em mim, eu estava chegando nos meus brinquedos. Eu ria da água e adorava as “manobras” que nas ondas eu fazia. Pessoal, vocês precisavam ver. Uma gatinha que nem eu, surfando. Já não bastavam os troféus de Le Parkour, eu teria de Surf também. E o melhor, galera, eram as águas não caindo em mim. Nada de água no meu pêlo lindo se não fosse isso:
- Ammy, larga o colchão. Gata danada (dá para alguém me dizer o que isso significa?). Xô, saí daí, saí, Ammy. Vamos dar um banho nela, tá calor mesmo – falou mamãe para meus irmãos.
Amiguinhos, nada de banho, né? Melhor uma aventura arruinada do que uma gata molhada. Fui para minha próxima aventura: A fuga de uma gata danada....
Beijinhos
Ammy

Nenhum comentário:
Postar um comentário