terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um dia de gata, entendeu?


Outro dia escutei minha mãe dizer:

- Tive um dia de cão hoje!

Um dia de cão? O que seria um dia de cão? Será que a colocaram na coleira? Hummmm. Meus pensamentos voam tentando explicar tal frase. Nada, é o que eu sei. Absolutamente nada. O que eu deveria pensar então? Mas enquanto tento saber, lá estava ela falando com minha irmã que havia tido um dia difícil, que era uma correria só e que já não aguentava mais os barulhos da porta e dos telefones tocando (ninguém manda ser consultora de vendas), mas que vendeu bem e estava satisfeita.

Esse foi o meu ponto de dedução. Liguei os fatos a palavra cão e pronto, tudo fazia sentido. Os meus amiguinhos cachorros sempre estão de prontidão tomando conta da casa e principalmente, evitando que seus donos sejam surpreendidos. Já nós, as (os) gatinhas (os), também ficamos de prontidão, para correr, né pessoal?! Os ouvidos sempre atentos. Se for outra pessoa, metemos o pé, saindo que nem bala. Dessa forma, avisamos nossos donos, só que de outra maneira. Já o cão, faz aquele escândalo todo e avança no que ele considera “inimigo”. Do outro lado, nós avançamos para um lugar seguro.

Resumindo, não ficamos de guarda em pé para assegurar a casa. Ficamos relaxados, dormindo e no primeiro indício de “inimigo” sumimos num piscar de olhos (caso seja menor que a gente, ai sim, atacamos ele).

Foi assim que entendi a frase de Mamis. Ela estava trabalhando, pessoal! E muito. Nada de mordomias e relaxadas. Ela estava de prontidão, trabalhando. Daí o dia de cão, né?! Mas se ela estivesse descansando, com certeza ela diria:

- Tive um dia de gata hoje.

Afinal, é para isso que servem os finais de semana. Cinco dias de cão e dois de gatos (as), mais os feriados. Bom, para mim são sete. Sete dias de gata. Acho que deu para perceber pela minha expressão ou pela minha pose? Rsrsrs. Mas, infelizmente, tenho umas horinhas de cão. Afinal, tenho que mostrar que sou uma caçadora brava.

E você tem o que, um dia de cão ou de gato?

Beijinhos
Jaddy

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um amor pela música


No meu primeiro aninho nessa casa, havia um cantinho só meu. Uma cadeira de ferro com o assento bem macio. Um estofado bem legal. Como eu gostava de agarrar o varal, Mamis colocou uma cordinha com o pregador para mim. Ficava bem no meu cantinho. Eu corria logo para meu cantinho brincar.

Mamis dizia que eu era foguenta, que eu fazia muita pirraça. Por isso, ela colocava músicas para me acalmar. Como eu adorava as músicas! Deitava e ficava quietinha ouvindo. Era tão bom que eu cochilava muitas vezes. Mas um dia (que dia hein!), de um sol lindo e, o melhor, o dia estava fresco, perfeito para brincar. Porém, como eu estava de fogo, Mamis ligou o rádio. Esse foi o dia. Tocou a música “It’s Raining Men” da Geri Halliwell. Gente, vocês precisam ouvir, na verdade, só as princesas que nem eu.

Lá estava eu na minha cadeirinha brincando, quando tocou a música. Simplesmente adorei e me senti a rainha do pedaço (no futuro, foi o que virei). A alegria se espalhou pelo meu corpo, eu dançava sem sentir! Foi quando olhei para o pregador preso e tive uma imaginação brilhante. Minha imaginação ia tão além, que segurei o pregador como se fosse um microfone e me ousei a cantar que nem a Geri.

Aquilo era uma brincadeira diferente. Nunca que isso tinha acontecido. Eu cantava sem parar. Estava num palco, cheio de fãs gatinhos e gatinhas. Gritavam o meu nome “Krystal, Krystal, Krystal” pedindo bis (sei que devem estar imaginando o chocolate, eu também adoro, mas era para cantar outra música). Até me deitei e fechei os olhos cantando. Que alegria era aquela? É o que uma música agitada faz com a gente.

Tudo ia bem, até que a música acabou. Era uma pena. Toda a aventura tinha acabado. Até que meu irmãozinho lindo comentou:

- Cara, essa música tem tudo haver com a Krystal. Olha ela se sentindo. Mas ela pode também, é uma princesa linda.

Viu, amiguinhos, sou uma precisa linda e chovem gatinhos na minha “Home”. Mas eu escolho bem, hein! E meu irmão coloca para correr esses “danadinhos” atrevidos. Mas olha, cantar e dançar faz bem a saúde, principalmente brincar. Aventure-se como você pode!

Beijinhos
Krystal

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma gata criativa


Após um maravilhoso café da manhã, liguei minhas baterias. 220 volts. Nada me segurava. Abri minha imaginação. Vi minha casa virar Fernando de Noronha. Sabem o que isso quer dizer, né, amiguinhos? Praia, água. Um pesadelo. Como alguém gosta de água? Para beber é ótima, mas para jogar no corpo... Ui, chego a me arrepiar.

Eu estava lá, naquela paisagem linda. Quantos passarinhos lindos e saborosos. Muitas borboletas para sair correndo a vontade. Era diversão na certa. Era a minha imaginação fluindo. Era a minha aventura. E se era uma aventura, tinha que ter ação. E ela estava ali, bem na minha frente. Uma onda com mais de meio metro de altura. Meus amigos, era a maior onda que eu já tinha visto na minha vida. Uma enorme, um monstro formado por águas e que fazia um túnel extremamente perigoso.

Mas o perigo não estaria ali se não fosse por uma coisa. Meus brinquedinhos estavam do outro lado. E a onda os protegia para que eu não conseguisse pegar. Eu precisava recuperar “my precious” brinquedos. Afinal, como eu iria jogar bola? Ou puxar os bichinhos de pelúcia com as cordinhas? Ou dormir em cima deles? Minha aventura começava ali.

Corri pela região para achar algo que eu pudesse passar pelas ondas. Nada. Absolutamente nada. Do que adianta ser um lugar lindo se não tinha nada que me ajudasse? Foi quando tive uma brilhante ideia. Peguei a tampinha de um pote que era do meu irmão. Eu pedi emprestado, ok? Ele balançou a cabeça me apertando nos braços, isso queria dizer que era um “sim”. Certo, pessoal? Bom, se ele não entendeu, já era, a tampinha já estava comigo.

“AH, RA”! Joguei minha tampinha dentro da água e fui indo por cima, remando com as patinhas. Como aquilo me feria psicologicamente. Mas eu era corajosa e aventureira, acima de tudo aventureira. Quando veio a onda, levantei na minha tampinha e me equilibrei. Amiguinhos, que “parada” maneira. Que emoção. Eu tava, de acordo com os humanos, “surfando”.

Entrei naquele túnel radical e sem cair uma gotinha de água em mim, eu estava chegando nos meus brinquedos. Eu ria da água e adorava as “manobras” que nas ondas eu fazia. Pessoal, vocês precisavam ver. Uma gatinha que nem eu, surfando. Já não bastavam os troféus de Le Parkour, eu teria de Surf também. E o melhor, galera, eram as águas não caindo em mim. Nada de água no meu pêlo lindo se não fosse isso:

- Ammy, larga o colchão. Gata danada (dá para alguém me dizer o que isso significa?). Xô, saí daí, saí, Ammy. Vamos dar um banho nela, tá calor mesmo – falou mamãe para meus irmãos.

Amiguinhos, nada de banho, né? Melhor uma aventura arruinada do que uma gata molhada. Fui para minha próxima aventura: A fuga de uma gata danada....

Beijinhos
Ammy

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma irmã protetora ou uma mãe para lá de animal?

 

Krystal, uma gatinha elegante e séria. Filha única. Amada por todos da casa. Feliz por não dividir o amor dos humanos com ninguém. Jaddynha (euzinha), uma gatinha muito feia, de início. Cheia de energia, o que responde as minhas travessuras pela casa. Feliz pelo novo lar e pelo amor que eu recebia daqueles seres, daquelas pessoas que seriam minha mãe e irmãos. O que era um problema para a Krystal. O amor estava sendo dividido em proporções iguais.

Bom, minha futura irmãzinha começava a me ignorar e sempre que minha mamãe não via, ela danava tapas na minha cabecinha. Como aquela “coisinha mimada” era braba comigo! Já na presença da minha mamãe, ela parecia a celebridade em animal. Passava e nem me olhava. Ah, como aquilo me irritava. Que vontade de mordê-la, só para ela ver que eu existia. Mas ela era pior que “mula”, era uma “anta” ao quadrado. Achava que o mundo girava em torno dela. Foi quando tive uma ideia mais que brilhante, uma ideia extraordinária. Roubei os brinquedinhos dela e comecei a brincar espalhando-os pela casa.

Mamãe, quando viu aquilo tudo espalhado, ficou pálida. O que acham que ela fez? Pensaram? Fui chamada de “danada” e do famoso “ETzinho”, que vocês já conhecem. Mas acham que isso me importa? Rsrsrs, eu quero mais é brincar! E brincava amigos, de todos os jeitos que eu podia. Até subia na mamãe e pulava nas costas da minha irmã mais velha. Krystal só me observava.

Depois de uns dias, pensei: Eu poderia chamá-la para brincar comigo. Mas aconteceu diferente. Um cachorro, sim um cachorro (amigos, amo vocês, mas querem fazer o favor de parar de correr atrás da gente?), veio me pegar. Ele corria tanto e latia tão alto, que eu tremi nas quatro patinhas. Paralisou tudo. O que aconteceu comigo? Por que eu não me mexia? E por que a minha única reação foi me arrepiar toda e falar “xô, bicho feio”? Neste momento, ele iria me abocanhar. Foi quando vi algo muito rápido, tão rápido que achei que era o “Supercat” ou a “Wonder Cat” ou a “Flash Cat”. Afinal, o que era aquilo que passou rápido como um fantasma (vocês sabem que eles existem, né? Ufa, achei que não.)? Não demoraram segundos e escutei:

- Tente abocanhar ela e eu arranho sua fu#$. Entendeu ou preciso desenhar no seu corpo? – falou a Krystal já gritando, com o corpo todo arrepiado e mostrando as garras poderosas que ela tinha.

- Vamos embora, filho. Nessa briga eu tô fora. – cheio de medo, ordenou o cachorro ao seu filho, que saíram correndo.

Caraca! Putz, a Krystal colocou aquelas coisas para correr. Na mesma hora virei fã número 1 dela. Onde que uma gatinha colocaria um cachorro para correr? Vocês já viram isso? Eu não. Ela era a minha heroína. Era a verdadeira “Wonder Cat”. Onde estava a mídia para ver isso e quebrar o mito de que o cachorro sempre leva a melhor?

- Vamos para casa, Jaddy. – falou a Krystal. Acham que eu disse não? Nem eu rsrs. Na mesma hora fui seguindo, olhando-a e agradecendo.

Desse dia em diante, todos os dias, ela me chamava para brincar, para me dar banho e para conversar sobre o mundo que eu viria a enfrentar quando estivesse mais velha. Nas noites, principalmente as frias, ela me abraçava. Ela me amava. Era a minha irmã/mãe. Não nasci dela, mas ela passou a me tratar como filha, mesmo sendo uma irmãzinha.

Dedico esse post a você, Krystal, minha irmã querida.

Beijos
Jaddy

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dispensável para um. Para outros, mais que uma filha!


9  de abril de 2009. Mês do outono. Uma estação gostosa. Nem muito frio, nem muito quente. Meu ex-dono me acordou para passear à noite. Feliz, eu levantei logo. Iria conhecer esse mundo cheio de objetos, construções, animais, pessoas, entre outros que eu nunca tinha conhecido. Minha felicidade era tão grande, que eu nem ligava para a chuva que lá fora estava caindo. Eu queria passear e descobrir este mundo belo. Era o meu sonho sendo realizado.

Infelizmente, não era meu sonho sendo realizado naquele momento. Era o dele. Confesso que ele nunca teve paciência comigo e muito menos se importava se eu estava com fome ou sede. Mas, como diz o ditado, a esperança é a última que morre. Eu estava sendo abandonada num shopping e em um muro alto. Tão alto, que eu jamais conseguiria descer sozinha sem me machucar. Eu tinha apenas dois meses de idade, ou menos.

A chuva começou a ficar mais forte e eu não tinha onde me proteger ou ficar segura. Do céu vinham barulhos e luzes que caiam com uma rapidez que eu jamais tinha visto. O que era aquilo? Que luzes eram aquelas? E o barulho, de onde vinha se não tinha nada no céu? Era o meu pesadelo sendo concretizado. Todos os meus medos estavam ali presentes. Meu choro já saia sem ao menos eu sentir. Meu coração pulsava num ritmo acelerado. E eu só pensava no porquê de ele ter feito aquilo? O que eu tinha feito para ele? E como eu iria me proteger?

Meu desespero era tão grande. Que passei a pedir ajuda ao céu. Mas a ajuda não vinha. As horas simplesmente passavam. Minha esperança já estava morrendo. Até que três jovens passaram por mim. Eles, naquele dia, tinham decidido passar pelo outro caminho que nunca faziam. Mas naquele dia, fizeram. Era a minha chance de sair dali. Meu medo era tão grande, que eu não parava de chorar. Foi neste momento que um dos três jovens escutou e olhou procurando. Levantei para ele me ver no alto. Não é que ele me viu?

- Olha gente, o gatinho no alto, todo molhado. – comentou com os outros dois jovens. Mas eu quero deixar bem claro que não sou “gato”, sou “gatinha”. E muito linda por sinal.

- Aí gente, tira o gatinho dali. Que maldade desse pessoal. Uma chuva dessas e o bichinho no alto ainda, sem saber descer. – reclamou a menina que estava com os outros dois. Mas eu repito, preciso dizer quantas vezes que é “gatinha”? Depois viram que eu era uma gatinha.

Tiraram-me do muro alto. Minha esperança de ir com eles estava ali. Eu não chorava mais. Eu esperneava, mas gritava tanto e me encolhia nos braços daquele humano. Quando ele me olhava, eu fazia aquela carinha de piedade. Tremia tanto no colo dele, que ele foi me abraçando mais. Eu estava com frio, né? Foi então, que a menina decidiu ligar para sua mãe (ela ligou umas três vezes, amiguinhos). Falou tanto no telefone que eu nem entendia mais o que ela dizia. Fui trocada de colo e enrolada numa jaqueta linda. Os outros jovens tiraram algo do bolso deles e deram para ela. Eram uns papéis retangulares e que depois ela entregou a outra pessoa. Se ela iria dar a outro, por que não deixou com aqueles humanos mesmo?

Entrei dentro de um veículo (é como eles chamam) bem confortável e olhei para o céu. Será que eu seria abandonada de novo? Acabei por dormir. Acordei já dentro de uma casa com duas gatas e três pessoas me observando (não eram os mesmos três jovens, era a menina com outras duas pessoas). Tinha cobertas perto de mim, água e comida.

Eu tinha um lar? Era isso? Era sim, amiguinhos. Demorei a conquistar as minhas irmãzinhas. Mas conquistei. Minha nova mãe (sim, mãe, pois eu era e sou uma filha para ela) se preocupava tanto comigo e minhas irmãs que se não gostássemos de uma ração, ela comprava outra imediatamente. Nada me faltava.

Eu era importante. Era uma das alegrias da casa. Sou até hoje, mesmo quebrando as bolinhas da árvore de natal, sumindo com os objetos da casa, destruindo o sofá e perturbando minhas irmãs até dizer chega. 

Ah, e dos três jovens (tirando minha irmã que me trouxe), só vejo mais um. O namorado dela. E hoje posso afirmar: a esperança é a última que morre. E você pode ser o que for, sempre terá aquele que te ama do jeito que você é.

Beijinhos
Ammy

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Uma godinha para lá de sexy


Lembram da Revista Cat, amigos? Claro que lembram, né?! Só as gatinhas formosas são convidadas a participar. Como sabem, fui uma delas. Até deu briga por causa do meu catfriend Popó. Ele tem um ciúme de mim, chega ser um exagero. Porém, ele é meu catfriend, ok? Nada de colocarem seus olhinhos nele, pois não o divido.

Chegou o dia do ensaio, pessoal. Fiquei tão nervosa. Luzes e mais luzes em cima de mim, maquiagens para retocar, cabeleireiro para pentear meus pêlos lindos e sedosos, manicure para fazer as minhas unhas. Eu tive mais que um tratamento “VIC” (Very Important Cat). Como é bom ser uma estrela, uma celebridade felina. E o melhor, ser como sou. Nada de folhas no meu almoço e janta. Como falei em outros post, sempre minha comidinha especial (já passei a receita, hein! Mas se quiserem, é só pedir que eu a escrevo). 

Parecia um sonho. Daqueles contos de “cat-fadas”. Eu estava mais do que feliz, estava voando nas nuvens batendo um papo com os passarinhos. A viagem tava tão longe que onde já se viu eu, justamente eu, conversar com passarinhos? Eu quero é sair correndo atrás deles. Minha felicidade seria completa se não fosse a Ammy. Ô gatinha abusada e chata. Ela é uma malinha, daquelas sem alça. Só sabe incomodar a gente. Mas confesso que eu a amo com todo o meu amor.

Devido ao meu nervosismo, estava escutando músicas para relaxar, ao som de comida no pratinho. Mas a Ammy tinha que me incomodar. E colocou Michael Jackson, tocando a música “Moonwalker” (só porque ela sabe que eu adoro e começo a dançar). Pronto, minhas patinhas já não me obedeciam. Meu corpo recebia a informação de dançar e eu precisava bater as fotos para a revista. Eu estava com um problema, e daqueles. Como que eu iria bater as fotos com as pernas querendo dançar e minha boca querendo gritar “uaaaau”? Era o fim da minha carreira. Meu sonho estava se desmoronando na frente dos meus olhos. Logo eu, a “godinha” da minha família. Meus pensamentos já voavam longe quando o fotógrafo me chamou:

- Jaddynha, minha linda, seja você e olhe para a câmera. Linda, fofa, mostre essa formosura toda.

Como eu iria ser sexy com aquela música tocando? Não pude nem pensar. Olhei para ele, já colocando a patinha na frente e soltando o gritinho quando “click”, ele tinha batido a foto. Imaginei logo que eles iriam me substituir. Eu tinha sido um fracasso por causa daquela “jumenta” da Ammy. Vocês não estão querendo uma gatinha, não? É Natal, é um bom presentinho para se dar, sabiam? Não? Ah, tudo bem, deixa, fico com aquela coisa mesmo e me vingo depois.
Passou as horas e nada do diretor vir até mim e dizer sobre a revista ou se eu iria ser substituída. Fiquei ansiosa e nervosa. Já estava me tremendo toda. Foi quando ele apareceu e com uma alegria disse:

- Meu amor, que foto linda. Era tudo o que eu queria. Vai ser a capa da Revista desse final de ano. Ai, que maravilha. Essa “godinha” é esplêndida, quer ar de poderosa. Very sexy. Fiquei até sem fôlego. Os gatinhos vão adorar.

Amiguinhos, pergunto: Vocês entenderam algo? Nem eu. Como assim capa da revista? Euuuu, logo eu? Não tinha dado errado? Não era o meu fim?

Nesse exato momento corri até aquela “jumenta”, “malinha”, “danadinha” (ainda não se sabe o que significa) e dei um beijão nela. Como eu falei que a amava e a agradeci, afinal ela foi a culpada. Mas, pessoal, não é que fiquei super fashion na foto?!

E oh, eu fui eu mesma, né!

Beijos
Jaddy

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Chuva, chuveiro e o terrorismo!


Verão. Uma estação do ano quente e marcada por suas altas pancadas de chuvas, às vezes só chuvinhas. Ahhh, só de pensar, bate uma alegria. Correr pela varanda, no meio das plantas com aquelas gotinhas finas caindo sobre mim. Como é bom se refrescar e brincar ao mesmo tempo.
E quando corremos direto para a casa? Patinar é uma alegria que só, né? Nós vamos que vamos, derrapando. Melhor mesmo é quando escorregamos da sala ao quarto... rsrs. E o mais engraçado é ver nossos irmãos e mamãe correndo atrás da gente. Muitas vezes reclamando, falando coisas absurdas:

- Na chuva você fica, mas tomar banho você não quer, espertinha!

Já tentei explicar a eles que banho nós já tomamos, todos os dias, principalmente depois do almoço e janta. Será que ela não vê isso? Fico limpinha. Higiene é tudo para mim, incluindo quando vou ao toalete. Sempre sacudo minhas patinhas. É incrível a inteligência dos humanos. Falam tantas línguas que não conseguem entender a nossa, um idioma tão fácil e simples. Para mim, o mais correto. Não tem essa de a “nova ortografia”, eu nem sabia que tinha a velha! Banho é banho. Lambo-me toda, retirando todo o excesso de sujeira. E quero deixar um detalhe por escrito, é de mim que tem que vir o cheiro atraente e não de coisas “inexplicáveis que fazem bolhas”. Que coisas são essas? Vem do outro mundo, só pode! E pior, amiguinhos, ainda querem que a gente entenda isso. Então, que eles entendam a gente também (amo vocês família, mas nada mais justo que nos entendermos).

Verão, altas temperaturas. Um calor de matar qualquer gato ou gata. Nossos ânimos até adormecem. Não dá vontade de fazer nada! Mas aí sempre tem aquele, sim aquele, aquele que quer acabar com você. Nessas horas, eles têm que escolher um alvo (parece até filme de ação), alguém para tirar o sossego. Era eu o alvo, tinha sido escolhida. É nessa hora que descobrimos o que eles são capazes de fazer para pegar o alvo. Humanos, são seres super amorosos e super armadores de estratégias.

- Minha princesa linda, gatosa, meu anjinho. Vem com o irmãozinho, vem! – começou o meu irmão. E eu como inocente, caí na armadilha.

- Vamos, vamos. Temos que ser rápidos agora. Essa brabinha cria trocentas patas. – comentou mamãe com uma rapidez e super séria.

Era o meu fim, meus amigos. Estava sendo levada para o “chuveiro”, uma espécie de monstro marítimo que jorra água numa força terrível, só para ter certeza de que realmente vai molhar. Fui segurada por todos os lados, não tinha escapatória. Nem meus gritos faziam minhas irmãs me socorrerem. Elas não eram malucas, né? Nessa hora, todas já tinham se escondido.

3 minutos de pura maldade. Água gelada, pequenos monstrinhos de espumas, cheiro horroroso, uma catinga mesmo (com esse cheiro nem o São Francisco de Assis ia querer dar um cheirinho em mim). Eles não sabiam, mas estavam me sujando com aquela b*&%#. E eles precisavam entender que o que vem do céu é limpo, glorioso, é saudável. Mas o que vinha daquele monstro cheio de furos e seus companheiros fedorentos não eram.

Banho. Palavra usada para a higiene humana para deixá-los, de acordo com eles, limpos e cheirosos. Pelo menos é o que eles pensam, né!? Terrorismo, palavra usada por mim para definir o banho dos humanos.

Abaixo ao terrorismo!

Beijos
Krystal

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O poder é meu! Hã?


TV a cabo, já ouviram falar? Eu já, amiguinhos. É tudo de bom. Tem filmes novos, seriados, entrevistas e tem o Animal Planet, o melhor canal para mim. Até filme da gente eles passam. Outro dia, passou até a entrevista com a tia que adotou o cachorrinho que ninguém queria. Uma maldade o que essas pessoas, pessoas não, esses monstros fazem com a gente. Porém, amiguinhos, existem os nossos protetores, eu particularmente diria “Anjos”. Anjos sim, pois eles não querem nada em troca, só o nosso amor. Isso é muito lindo!

Aqui em casa, é uma disputa pelo controle da TV que vocês nem imaginam. Mas basta mamãe chegar que pronto, ele se apossa do controle e ai daquele que pegar. Mas isso não vai acontecer comigo, né!? Sou fofa, se esqueceram? E além do mais, uma celebridade felina (ah, já saiu a minha revista, próximos post divulgo mais fotinhas).

Mamãe estava sentada comigo no sofá vendo seriado policial. Eu não gosto disso, na verdade nada que é violento eu gosto. Ela se levantou, foi à cozinha. Era a minha chance, o controle tava do meu lado, era só apertar o botão. Mas qual botão? Eu precisava de ajuda. Chamei a Ammy. Sim, ela mesma. Depois de um bate-papo pequeno, ela entrou na internet e no site do Animal Planet, fez o sinal com a patinha sobre o número do canal e “pimba”, troquei. Estava passando sobre os animais mais engraçados do mundo. Eu ria e ria. Estava me divertindo.

Mamãe chegou. Pronto, iria estragar minha diversão. Fiquei concentrada olhando para a TV, só para ver se ela percebia e assim me deixasse ver o canal. Mas nada. Ela iria pegar o controle. Contudo, um dia eu a escutei dizendo para a minha irmã mais velha:

- Você sabe muito bem que a noite o controle é meu. O “poder é meu”. Quem é a dona da casa, hein?

- Você também em “Dona Maria”, aff... – reclamou minha irmã.

Dona Maria não é o nome da mamãe, mas as mulheres daqui de casa chamam as outras mulheres assim. Não sei o que significa. Mas se vocês souberem, por favor, me digam!

Voltando ao controle e a frase que mamãe falou, pensei “mamãe se referiu poder ao controle, só podia”. Se mamãe saiu para cozinha e deixou a sala sozinha, ela não tinha mais o poder, certo? Hummmm. Era eu quem estava com o poder. No momento em que ela foi pegar o controle, eu a olhei seriamente e falei:

- É meu! Sacou?

Acham que ela entendeu? Sendo assim tive que mostrar de outra forma. Quando ela iria colocar a mão no controle, eu coloquei minha patinha em cima e a olhei fixamente (ela tava pensando o que? O controle era meu). Em seguida olhei para a TV e depois para o controle. Foi quando ela olhou para a TV e viu o canal que eu estava assistindo, dando um sorrisinho dizendo:

- Tá certo, minha filhinha. Você tem a quem puxar mesmo.

Beijinhos
Jaddynha

domingo, 5 de dezembro de 2010

Secret Friend! Understood?


É Natal, amigos. Mentira, não é não! Falta pouco, apenas 20 dias. E para o Ano Novo? Ainda faltam 27. Aff, não aguento mais esperar, pois adoro as comidas, os presentes e toda aquela comemoração. Menos os fogos, é claro. Aquilo não devia existir. Na primeira vez que escutei, pensei que fossem pássaros gigantes vindo me pegar, já que fico correndo atrás daqueles pequeninos. Um horror! Escondo-me logo.

Porém, sabe o que é mais importante para mim? A reunião da família para tirar o “Amigo Oculto”. Quando ouvi pela primeira vez pensei “que coisa é essa? São aqueles amigos fantasminhas que vejo às vezes pela casa?”. Confesso que o termo me assustou muito. Sinceramente, eu amo muito a minha família, mas já estava pensando que eles deviam ser loucos vendo coisas desse tipo. Porque meu amigo, o que tá oculto é o que não se vê, nós gatinhas já temos uma visão preparada para ver tudo e na hora certa pular da cama e... Bater em retirada, isso sim. Gatinhas mais novas na frente e quem quiser, que venha junto (acho que é por isso que mamãe quando escuta barulho diz “vai lá Rex, vai!” e logo depois completa “se ela correr, já sabemos... rsrsrs.”).

Acabei por descobrir o que significa aquela loucura toda. A família se reunia, embaralhava um monte de papel picado e cada um tirava um e escondia. E então no Ano Novo, dia 1º de janeiro, dávamos presentes ao nome que estava escrito naquele papel. Por vezes, tiramos a mamãe e não fui “mutreta”, hein. Compramos presentes lindos para ela. Ela, é claro, adorou. Mas também, né? Ninguém melhor do que a gente para presenteá-la. Mas e nós? Pessoal, vou te contar, ganhamos tanta comidinha gostosa, brinquedos, toaletes novos que já dava aquele fogo todo e aquela correria na casa.

Vocês têm que participar! Amigo Oculto é uma maravilha. O nome só é dado porque vamos presentear a pessoa que ou um amiguinho que está escrito no papel e ninguém pode saber quem foi que você tirou. Oh, mas fica ligado, tem uns que ficam doidos para descobrir.

Esse ano eu já comprei o presente do meu Secret Friend (é mais bonito, né? apesar do palavrão!). Mas será que ele já comprou o meu e o das minhas irmãzinhas? E quem será que tirou a gente? Pois amigos, eu que achava que eles eram loucos, agora digo, sou eu quem ficou desesperada para ganhar meu presentinho e comer. Apesar da Jaddynha voar logo na comida.

Melhor ir dormir. Passa mais rápido o dia. XD


Beijinhos
Ammy

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ser ou não ser, eis a questão


5h30 da manhã. Eu já estava acordada esperando mamãe levantar para pôr meu café. Na verdade, eu e minhas irmãzinhas. Mamãe sempre acorda cedo, pelo menos cinco dias da semana, é certo. Porém outros dois dias da semana não. Dias esses chamados de sábado e domingo. Nada da mamãe levantar. Minha barriguinha já estava reclamando, fazendo uns barulhos que até eu duvido, parecia que eu tinha engolido um monstro. Nada do relógio da mamãe despertar. Tive que resolver meu problema. Fui até ela e dei umas lambidas. Ela não se mexia. Tentei conversar, chamando-a, ela não ouvia. Tive que ser mais direta. Pulei em cima e saí em disparada. Adivinha para quem sobrou? Minhas irmãs, é claro.

Tomei meu café. Pronto, já estava disposta para começar o dia. Puxei o carro e comecei a brincar com minhas irmãs. Danei uns tapas numa e umas mordidas na outra. Em toda brincadeira eu tinha que mostrar quem era a rainha do pedaço, e como é óbvio, sou eu!

Foi aí que tudo começou...                                        

Minhas irmãs, nada sapequinhas, se juntaram e pior, tramaram contra mim. Sim, só deveria ser uma ideia em conjunto e um plano perverso. Isso, com certeza, partiu da Ammy, ela é a mais perigosa e travessa da casa. Por isso meus amigos, não se iludem com ela, ela só tem carinha de anjinha. Aquilo nem deveria ser gata. Mas a minha surpresa foi a Jaddy, como ela pode fazer isso comigo?! É outra que só pensa na sua fama. Elas realmente tinham bolado um plano malvado contra mim.

Lá estava eu passeando pela casa. Quando de repente senti algo próximo de mim. Rápida como sempre, me virei arrepiada e fazendo meu gemido de poderosa. Era minha irmã Ammy atrás de mim. Ela fez o mesmo e veio para cima de mim. Quando eu ia dar umas patadas nela, surgiu aquela sombra grande no chão. Estava vindo do alto, mas com o dia tão lindo, não consegui avistar direito. Pensei “será que são os tais monstrinhos vindo do céu (aquelas coisinhas com asas preta e gigante que mamãe chama de bruxas) como reforços para Ammy? Estava eu numa batalha?” Mas não era preto, era branco. Era a gordinha. Ah, eu estava numa guerra mesmo e numa guerra “pesada”. Parecia estar vindo em câmera lenta. Bom, isso no meu pensamento, porque aquilo caiu em menos de um segundo de tão pesado que era. “Poft”, por pouco não fui esmagada.

Começaram as patadas, aqui, ali, na Ammy, na Jaddy, em mim e até mesmo no ar. Uma correria dentro da casa. Pulei no sofá, nas cadeiras e nas paredes, mas nisso a Ammy é melhor do que eu, ela nasceu com isso, um dom magnífico, chega a voar em seus pulos. Estava me vendo derrotada por aquele plano perverso. Eu tinha que fugir para continuar a ser a Rainha (apesar de o meu irmão me chamar de princesa). Uma Rainha não poderia sumir do universo, eu precisava bater em retirada e bolar algo contra elas.

Corri pela casa toda, até que subi na cama da minha irmã e “plim”, tive uma ideia. Me enfiei debaixo daquele bicho feio dela. Tão feio que me assustava. Mas espera, se me assustava com certeza .... Era a minha chance. Eu precisava deixar de ser a gata elegante e ser aquele monstro. Ser um monstro não parecia ser uma ótima ideia. O que eu faria? A ideia era perfeita e a chance única. O que eu deveria ser?

Quando a Ammy subiu, não pensei duas vezes e a assustei e logo em seguida assustei a Jaddy. Ambas saíram correndo para nossa mãe, reclamaram, espernearam e choraram. E eu, rindo! Saí de dentro do monstro (ah, chamado pelos humanos de lagosta), fui ao encontro delas e elas começaram a falar do tal monstro da cama. Era a minha deixa. Disse a elas que o monstro vermelho era meu amigo e precisando ele sempre vinha me ajudar.

O que sou hoje? Fica com vocês a resposta. Mas tente sobreviver, para você dizer o que você é também! E ai, pensou nisso?

Beijinhos
Krystal

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Da água para o vinho!


Minha história começa na casa de uma protetora de animais, a tia Simone (integrante de um grupo de protetores da ONG chamada “SOS Felinos” - você pode ler sobre eles clicando no nome). Minha mãe, já havia sido resgatada grávida de mim e meus irmãozinhos. Nascemos lá. Infelizmente, tia Simone não podia ficar com todos nós, mas fazia o possível para que todos fossemos adotados. Porém, a vida é muito difícil e fomos adotados separadamente. Contudo, não estaríamos mais nas estatísticas de animais de rua, sem lar, comida, água limpa e alguém para nos amar.

Meus irmãos foram sendo escolhidos rapidamente e sendo reservados para adoção, mas eu, ainda estava lá, pronta para ser adotada. Tinha chegado a minha hora. Fui levada a um objeto estranho no qual as pessoas chamam de “automóvel”, mas para mim, parecia mais uma caixa dessas que deito só que com rodas e com um barulho de trovão. Mas aquilo era um automóvel, um veículo.  Vim passeando pela cidade, olhando as modas e, às vezes, dormindo um pouco, a viagem me cansava.

Cheguei no meu destino. De início, um lugar bem diferente. Tinha um varandão enorme para eu correr e muitas plantas para me esconder. Porém, o que era diferente me pareceu muito agradável. Senti-me em casa. Era meu novo lar. Já até tinha uma nova irmã felina que de início não gostava de mim, porém dei o meu jeitinho de conquistar brincando muito com ela e conversando, até fui abusada em dormir em cima. Fazer o quê se ela me passava segurança e me esquentava no frio?! Ganhei uma nova mamãe que me recebeu muito feliz com minha outra irmã e meu irmão.

Todos me amavam. Porém, viviam dizendo que eu parecia um “ETzinho”. Pergunto, o que é um “ETzinho”? Até hoje não sei o que significa.

Eu era uma anjinha. Às vezes derrubava algo no chão, quando não derrubava eu subia nas paredes, ou ia até o computador (sim, eu já conhecia o computador) e subia na minha irmã, até tirava um cochilinho dentro do casaco dela. Sobre a comida especial? Tive desde cedo. Uma delícia. Tive vários brinquedos também, bolinhas, bichinhos de pelúcia, cordinhas entre outros, eu era mimada. Pegava meus brinquedos e saía correndo pela casa, até que eu escutava:

- Olha os brinquedinhos da Jaddy, tudo espalhados. Essa gatinha tem um fogo.

Eu não podia ser fogo, eu não queimava. Mas vai entender os humanos, né! Eles têm cada uma. Parece até que não sabem o que é fogo. Mas vivem dizendo para sair de perto do fogão, pois queima. E o “ETzinho”, vocês lembram? De onde saiu isso?

Continuando. Eu cresci. Linda, formosa e gatosa. E de repente virei “godinha linda”. Godinha? Quero deixar bem claro que sou saudável, ok? Também dizem “que gata feminina!”, eu sou gata gente, helloooo! Antes que era um “ETzinho”, virei a gata mais formosa da casa e já ouvi dizerem “ela ficou tão linda depois que cresceu”.

Mas sabe pessoal, eu confesso que minha mamãe e meus irmãos sempre me amaram e mesmo brincando comigo chamando de ETzinho, diziam que eu era linda e fofa. E eu sou, né! Não é a toa que a Revista Cat me convidou para posar, não é pessoal?

Popó nada de ciúmes de novo, já conversamos sobre isso!

Beijos Jaddynha

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mistério, pesadelo ou agente secreto?


Assim que eu cheguei nessa casa (outro dia conto minha história para vocês), quase todas as noites, eu tinha sonhos assustadores, chamados de pesadelo. Contudo, meus amigos, eu ainda tenho esses pesadelos. Nem sempre, mas tenho.

Tudo começava quando, depois de ter dormido, eu ia para cozinha e não achava meu pratinho com minha ração. O prato sumia nos meus sonhos e eu corria até a mamãe para avisar que a comida não estava mais lá, mas ela nem dava atenção ao que eu falava. Ia até minhas irmãs que nem me davam bola, mas eu tentava dizer que elas também comiam a ração e elas riam de mim. Entrei em desespero, o medo tomava conta de mim. Era o início do meu stress.

Eu precisava resolver aquilo, mas como?

Comecei a investigar. Fui ao prato e vi rastros de ração esfarelada. Segui. Achei um buraco na parede, mas aquele buraco nunca existiu na minha casa, como apareceu assim, do nada? Arrisquei-me e entrei naquele buraco. Saí dentro de uma caverna escura, tão escura que não se via nada, só ouvia barulhos e vozes que mal dava para entender por ser grossas demais e lentas. Onde eu estava?

Como uma gata corajosa, dei uma de agente e liguei minha visão noturna, pronto. Vi tudo verdinho, mas via. Fui seguindo o rastro, passei por lugares altos, baixos e me deparei com uma piscina de águas transparentes (era o que parecia). Congelei. Como eu iria passar? Mais uma vez me arrisquei, pulei e a atravessei a nado.

Já do outro lado, avistei uma sombra gigante que emitia as vozes que eu estava escutando lá no início. Arrepiei-me e me enverguei toda. Coloquei minhas garrinhas de fora e fui correndo numa velocidade inacreditável, inimaginável. Quando cheguei na sombra, enfiei minhas garrinhas com tudo. Foi quando escutei um grito:

- Aaaaaaaaaaaaaaaai. Até dormindo essa gata é danada.

Acordei assustada e olhei para aquilo que estava na minha frente. Era minha irmã me acordando. Corri até a cozinha e “ufa”, lá estava meu pratinho.

Beijos
Ammy

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Leve 1 e faça 5 felizes!


Bom dia amiguinhos,

Hoje nós vamos postar a história da Lua, nossa nova amiguinha linda, gatosa e estilosa. :D

Olá galerinha hilária, eu sou a Lua. Tenho 3 aninhos e irei fazer 4 no início do ano que vem, por isso quero presentinho, tá? Pode ser uma bolinha, ou um óculos escuro, ou até mesmo um convite para o Rock in Rio rsrsrs.

Há 3 anos atrás fui abandonada numa rua para lá de esquisita, cheia de coisas que eu nunca tinha visto na minha vida, apesar de ser bebê. Havia uns ETs (nome dado a algo de fora) passando para lá e para cá, uns até me olhavam com carinhas de maus e outros com carinha de peninha. Me escondi debaixo de uma sombra imensa. Havia rodas dos lados e desenhos inexplicáveis no alto de tal objeto. Era a nave deles. Só podia ser! O que mais seria se aquilo saia do lugar?

Fiquei assustada. Comecei a chorar e me encolher, afinal onde eu estava? Onde estava minha mãe para me proteger? A cada barulho vindo do céu, eu gritava de pavor. E pior, o que era aquilo redondo no céu, que possuía um brilho próprio tão lindo?

Estava tão distraída que não senti algo me pegar. Mãos gostosas, carinhosas. Lá estava eu sendo carregada para um lugar quentinho e aconchegante. Os ETs, meus amiguinhos, eram pessoas. Pessoas carinhosas e amorosas que estavam ali cheias de amor para dar e eu de patinhas abertas para receber todo aquele carinho. Menos de um, que não gostava de gatos. Ah, mas eu tive que conquistar, fui dando um carinho aqui, outro ali, um miado aqui, outro ali, ia brincar e chamava ele para brincar também e com o tempo, ganhei o amor dele, que me protege como se eu fosse a verdadeira filhinha dele. E eu sou! Todos me amam, mesmo quando eu derrubo algo ou pulo em cima da barriga deles, mas eu sei que sou uma anjinha.

Hoje tenho vovó, mamãe, papai e uma irmã que queria muito uma gatinha e ficou super feliz quando entrei na vida dela, alias foi ela quem me tirou de onde eu estava e me deu o nome de Lua, pois lua era aquilo redondo no céu e de acordo com minha irmã, ela tava cheia e linda!

Um beijão
Lua – Estilo é tudo pessoal!


Informações: Mamãe da Lua - Milena Calado

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Marketing Felino, a história de uma gatinha


Amiguinhos, todos os dias eu escuto minha irmã falando em Marketing, mas nunca entendi o que era Marketing. Até que um dia eu entendi o que seria esse palavrão tão difícil de pronunciar e que parece inglês. Mas amigos, vocês sabem o que é Marketing?

Agora eu posso dizer e irei explicar a vocês com um fato real.

Há 4 anos atrás minha mãe biológica teve vários gatinhos. Nesse meio, estava eu! Uma gata linda, brincalhona, fofa e que só vivia com os demais irmãozinhos brincando na rua. Nosso dono, não ligava muito para gente e nossa mãe caçava na rua para nos dar o que comer. Até que um dia uma vizinha viu e se comoveu com tal cena.

A partir daquele momento, todos os dias tínhamos água limpa e comida (foi quando descobri a ração), transformando nossos dias mais divertidos, já que a mamãe não caçava mais e vinha brincar com a gente. Brincávamos tanto que os vizinhos colocavam a gente para correr.

Mas depois de uns dias, alguns irmãozinhos foram sumindo e sumindo. Todos estavam sendo levados. Acho que nosso dono estava nos dando e eu não entendo o porquê, já que os vizinhos gostavam da gente. Contudo, num certo dia, vi aquele monstro alto e comprido. Como era comprido aquilo que eu ainda não sabia o que era, até escutar “caminhão”! Esse monstro estava tirando nossos objetos da casa e comendo eles como se fosse um devorador de lares e animais.

Restava apenas eu, meu irmãozinho e minha mãe. E o devorador já tinha engolido eles. O que eu deveria fazer naquele momento? Nosso dono não se importava com a gente e minha mãe e irmão tinham sido devorados por aquele monstro. Corri, mas corri tanto que me escondi. Não me acharam e o devorador foi embora.

Já não restava mais nada em minha casa, apenas eu, somente eu sozinha naquele vazio. Foi quando me lembrei daquela doce moça que vinha colocar comida e água para gente. Comecei a chorar, chamar, olhar para o alto. Já de noite, avistei-a de longe e corri para ela, fiz um carinho aqui, outro ali, rolei no chão para um lado e depois para o outro, depois chorei mais um pouco com aquele olhar de piedade e comecei a dizer que apareceu um monstro gigante e engoliu tudo, incluindo meu irmão e minha mãe. Mas acho que ela não me entendia, pois me olhava sorrindo dizendo que era muito fofa. Até que ela foi embora e em seguida voltou, me colocou em seus braços e disse:

- Vamos para casa, lindinha.

Hoje tenho 4 anos, duas irmãs lindas, uma mãe e mais dois irmãos (uma menina e um menino) que me amam de verdade e me dando tudo que uma gata poderia querer. Resumindo, Marketing significa sobreviver!

Essa é a minha história.

Krystal

domingo, 28 de novembro de 2010

Meu catfriend

Jaddy e Popó no MSN

Após a divulgação de uma foto para a Revista Cat, tive que conversar com meu catfriend Popó. Um lindo gatinho carinhoso e atencioso, porém ciumento. Como ele é ciumento, basta um gatinho olhar para mim e ele já faz essa cara (a que está na foto). Mas eu tenho que confessar, adoro quando ele faz essa carinha de brabinho, fica tão fofo.

Apesar de morarmos um pouquinho longe, usamos a internet (uma tecnologia e tanto, podemos saber o que há de novo em segundos, por exemplo: rações novas, brinquedos e até fazer novos amiguinhos) para se comunicar. Devido à divulgação da minha linda foto, tive que explicar que era só um treino e que o ensaio será fechado e que ele poderia assistir.

Pessoal, foi um “ufa” e o meu lindinho voltou a ser o gatinho carinhoso e amoroso de sempre. Até fez um coração para mim, vocês viram? Lindo, né?

Mas gatinhas, o Popó é meu e para nossa privacidade foi retirado nossos MSN’s da imagem. Contudo, que fique bem claro que estou de olho em você Popó. Afinal, mesmo com tantos elogios, gato é gato, né?

Beijinhos
Jaddynha

sábado, 27 de novembro de 2010

Um treino para a Revista Cat

Jaddy treinando as poses

Linda, maravilhosa, formosa, jeitosa, feminina e gatosa. Tudo isso é pouco para me definir, mas sim, essa sou eu. Apesar disso, meus irmãos e mamãe me chamam de “goducha” ou “goduchinha”. Até o namorado da minha irmã me chama assim.

Acontece que sou gatosa demais e a revista masculina de gatos andou entrando em contato comigo (isso é segredo, hein!). Por isso preciso ir treinando as poses. Vejo a câmera e “click” pronto, fiz a pose. Cada uma mais gatosa que a outra, em umas até cruzo as patinhas. Da o ar de mais feminina ainda! Popó, nada de ciúmes, viu?

E para ajudar a manter esse corpinho lindo (dieta boa pra gato) eu como muita ração de primeira, ração pastosa, ração de cubinho (aquelas pastosas, mas que parecem carninhas cortadas), fígado cozido (bem cozido, hein!) e muita água. Mas não coma tudo junto o dia inteiro. Durante o dia só ração e no almoço e janta você varia com fígado e ração pastosa, ok?

Com essa dieta, quem sabe a revista Cat te chama e você passa a treinar as poses que nem eu!
Ser saudável é tudo, pessoal!

Beijinhooooos,
Jaddy – Gatosa pela formosura.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O que é quadro vivo?

Ammy na caixa grande


Caixas, caixinhas e caix.....ops, isso não, consertaremos para caixas grandes rsrs. Não importa o tamanho todos nós gostamos de tirar uns cochilos nelas.

Outro dia mamãe colocou a caixa grande em pé na sala, estava chovendo muito e iria molhar lá fora. Como sou pequena mesmo, resolvi me arriscar e entrar nela em pé. Não é que fiquei direitinho? Fico tão escondidinha que nem minhas irmãs percebem minha presença nela. E minha mãe, tia e irmãos só perceberam porque esqueci o rabo de fora. Maldita hora que o esqueci do lado de fora.

Adorei aquela caixa em pé. Fico lá horas paradinha só rindo das minhas irmãs que ficam a me procurar. Mas o que eu não entendi foram mamãe e titia dizerem:
- Olha o quadro vivo ali. Fica tão quietinha lá dentro. – disse titia.
- Melhor nem mexer nessa danadinha. – comentou mamãe.

Mas galera, continuo a perguntar o que é danada e o que é quadro vivo?

Beijinhos,
Ammyzinha

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O cinturão é meu!

Krystal e Ammy brincando


Buenos dias galerinha,

Hoje foi o dia da farra. Ontem descansamos muito, chovia para lá, chovia para cá e nada de irmos brincar. Mas hoje, hoje sim apareceu aquele sol de 40 graus. Que mentiraaaaaaaa, foi apenas de 26 graus de acordo com o Clima Tempo né! Então nada melhor do que ir brincar, certo?

E já que é dia de brincar, comecei a correr atrás daquela gatinha chata, que gatinha chata, só porque é a mais nova acha que pode tudo. Corri e dei uns tapas nela, depois a derrubei no chão e ainda olhei firme. Mereço o cinturão da UFC né? Mas oh pessoal, era só brincadeira. Nada de violência ok?

Beijinhos da princesa Krystal

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Memórias do Xaninho



Olá gatinhos e gatinhas,

Hoje nós decidimos postar um vídeo do nosso irmãozinho Xaninho. É um vídeo em memória a ele. Mesmo assim, nós iremos o apresentar para vocês.

Xaninho era o gatinho mais velho da casa, se fosse hoje, ele teria 11 anos. Era também o mais amoroso e carinhoso. Mas vamos dizer a verdade né, ele também era o mais ciumento. Também adorava a cama da nossa irmãzinha e de noite era certo a companhia dele com nossa mamãe. Um gatinho muito abusadinho. Para subir as escadas, ele ficava chamando a mamãe no primeiro degrau só para ela dizer: Vem Ninho, vem. Abusado né?

Mas pessoal, uma coisa nós falamos (apesar de nossas duas irmãzinhas Jaddy e Ammy não terem conhecido ele), ele era lindo e  fofo demais.

Xaninho, que Deus sempre te ilumine e por favor, não faça muita bagunça onde você está hein!
Beijinhos da Krystal, Jaddy e Ammy


*O vídeo Memórias do Xaninho pode ser encontrado na página Vídeos ou você pode assistir aqui*


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A nossa apresentação



Olá pessoaaaaaaaaaal,

Para estreiar o nosso Blog, viemos especialmente nos apresentar. Somos três gatinhas de raça pura hein! Pura de rua... rsrs. Uma raça que existe a anos e muita gente não vê. Somos umas anjinhas (mamãe diz que não, mas nós somos) apesar de quebrar umas plantas, sumir com as bolinhas da árvore de natal, derrubar os objetos da estante entre outras coisinhas pequenas...

Primeiro eu me apresento, sou a linda Krystal, a mais velha da casa (tenho 4 anos), por isso mereço muito respeito hein! Sou uma princesa (meu irmão me chama assim toda vez que estou na cama dele). Tenho meu próprio glamour, misturada com siamês e provavelmente angorá, possuo o rabo mais elegante da casa.

Agora sou eu. Sou a mais feminina e fofa da mamãe (sempre me chamam assim ou me chamam de godinha, não entendo o porquê). Meu nome é Jaddy, sou a do meio (tenho 3 anos). Não sei com quem fui misturada, mas sou linda e mamãe me adotou como fez com as demais. Meu forte são minhas poses lindas.

Oi gente, sou a Ammy ou Ammyzinha para os mais íntimos. Sou a mais nova da casa, tenho apenas 1 aninho e 6 meses,  e sou a mais anjinha (ninguém acha isso, só eu mesmo). Vira e mexe mamãe e meus irmãos saem correndo atrás de mim dizendo “saí daí Ammy” ou “essa gata é danada mesmo” (mas eu quero saber, o que é danada?). Com certeza eu sou misturada com angorá e por isso sou linda, ainda mais porque meu porte é pequeno.

Valeu pessoal, nos próximos dias contamos a nossa vidinha com fotos e vídeos, show né? Hoje foi só nossa apresentação.

Sejam bem vindos ao nosso diário.
Beijooooos