sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma irmã protetora ou uma mãe para lá de animal?

 

Krystal, uma gatinha elegante e séria. Filha única. Amada por todos da casa. Feliz por não dividir o amor dos humanos com ninguém. Jaddynha (euzinha), uma gatinha muito feia, de início. Cheia de energia, o que responde as minhas travessuras pela casa. Feliz pelo novo lar e pelo amor que eu recebia daqueles seres, daquelas pessoas que seriam minha mãe e irmãos. O que era um problema para a Krystal. O amor estava sendo dividido em proporções iguais.

Bom, minha futura irmãzinha começava a me ignorar e sempre que minha mamãe não via, ela danava tapas na minha cabecinha. Como aquela “coisinha mimada” era braba comigo! Já na presença da minha mamãe, ela parecia a celebridade em animal. Passava e nem me olhava. Ah, como aquilo me irritava. Que vontade de mordê-la, só para ela ver que eu existia. Mas ela era pior que “mula”, era uma “anta” ao quadrado. Achava que o mundo girava em torno dela. Foi quando tive uma ideia mais que brilhante, uma ideia extraordinária. Roubei os brinquedinhos dela e comecei a brincar espalhando-os pela casa.

Mamãe, quando viu aquilo tudo espalhado, ficou pálida. O que acham que ela fez? Pensaram? Fui chamada de “danada” e do famoso “ETzinho”, que vocês já conhecem. Mas acham que isso me importa? Rsrsrs, eu quero mais é brincar! E brincava amigos, de todos os jeitos que eu podia. Até subia na mamãe e pulava nas costas da minha irmã mais velha. Krystal só me observava.

Depois de uns dias, pensei: Eu poderia chamá-la para brincar comigo. Mas aconteceu diferente. Um cachorro, sim um cachorro (amigos, amo vocês, mas querem fazer o favor de parar de correr atrás da gente?), veio me pegar. Ele corria tanto e latia tão alto, que eu tremi nas quatro patinhas. Paralisou tudo. O que aconteceu comigo? Por que eu não me mexia? E por que a minha única reação foi me arrepiar toda e falar “xô, bicho feio”? Neste momento, ele iria me abocanhar. Foi quando vi algo muito rápido, tão rápido que achei que era o “Supercat” ou a “Wonder Cat” ou a “Flash Cat”. Afinal, o que era aquilo que passou rápido como um fantasma (vocês sabem que eles existem, né? Ufa, achei que não.)? Não demoraram segundos e escutei:

- Tente abocanhar ela e eu arranho sua fu#$. Entendeu ou preciso desenhar no seu corpo? – falou a Krystal já gritando, com o corpo todo arrepiado e mostrando as garras poderosas que ela tinha.

- Vamos embora, filho. Nessa briga eu tô fora. – cheio de medo, ordenou o cachorro ao seu filho, que saíram correndo.

Caraca! Putz, a Krystal colocou aquelas coisas para correr. Na mesma hora virei fã número 1 dela. Onde que uma gatinha colocaria um cachorro para correr? Vocês já viram isso? Eu não. Ela era a minha heroína. Era a verdadeira “Wonder Cat”. Onde estava a mídia para ver isso e quebrar o mito de que o cachorro sempre leva a melhor?

- Vamos para casa, Jaddy. – falou a Krystal. Acham que eu disse não? Nem eu rsrs. Na mesma hora fui seguindo, olhando-a e agradecendo.

Desse dia em diante, todos os dias, ela me chamava para brincar, para me dar banho e para conversar sobre o mundo que eu viria a enfrentar quando estivesse mais velha. Nas noites, principalmente as frias, ela me abraçava. Ela me amava. Era a minha irmã/mãe. Não nasci dela, mas ela passou a me tratar como filha, mesmo sendo uma irmãzinha.

Dedico esse post a você, Krystal, minha irmã querida.

Beijos
Jaddy

Nenhum comentário:

Postar um comentário