terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Chuva, chuveiro e o terrorismo!


Verão. Uma estação do ano quente e marcada por suas altas pancadas de chuvas, às vezes só chuvinhas. Ahhh, só de pensar, bate uma alegria. Correr pela varanda, no meio das plantas com aquelas gotinhas finas caindo sobre mim. Como é bom se refrescar e brincar ao mesmo tempo.
E quando corremos direto para a casa? Patinar é uma alegria que só, né? Nós vamos que vamos, derrapando. Melhor mesmo é quando escorregamos da sala ao quarto... rsrs. E o mais engraçado é ver nossos irmãos e mamãe correndo atrás da gente. Muitas vezes reclamando, falando coisas absurdas:

- Na chuva você fica, mas tomar banho você não quer, espertinha!

Já tentei explicar a eles que banho nós já tomamos, todos os dias, principalmente depois do almoço e janta. Será que ela não vê isso? Fico limpinha. Higiene é tudo para mim, incluindo quando vou ao toalete. Sempre sacudo minhas patinhas. É incrível a inteligência dos humanos. Falam tantas línguas que não conseguem entender a nossa, um idioma tão fácil e simples. Para mim, o mais correto. Não tem essa de a “nova ortografia”, eu nem sabia que tinha a velha! Banho é banho. Lambo-me toda, retirando todo o excesso de sujeira. E quero deixar um detalhe por escrito, é de mim que tem que vir o cheiro atraente e não de coisas “inexplicáveis que fazem bolhas”. Que coisas são essas? Vem do outro mundo, só pode! E pior, amiguinhos, ainda querem que a gente entenda isso. Então, que eles entendam a gente também (amo vocês família, mas nada mais justo que nos entendermos).

Verão, altas temperaturas. Um calor de matar qualquer gato ou gata. Nossos ânimos até adormecem. Não dá vontade de fazer nada! Mas aí sempre tem aquele, sim aquele, aquele que quer acabar com você. Nessas horas, eles têm que escolher um alvo (parece até filme de ação), alguém para tirar o sossego. Era eu o alvo, tinha sido escolhida. É nessa hora que descobrimos o que eles são capazes de fazer para pegar o alvo. Humanos, são seres super amorosos e super armadores de estratégias.

- Minha princesa linda, gatosa, meu anjinho. Vem com o irmãozinho, vem! – começou o meu irmão. E eu como inocente, caí na armadilha.

- Vamos, vamos. Temos que ser rápidos agora. Essa brabinha cria trocentas patas. – comentou mamãe com uma rapidez e super séria.

Era o meu fim, meus amigos. Estava sendo levada para o “chuveiro”, uma espécie de monstro marítimo que jorra água numa força terrível, só para ter certeza de que realmente vai molhar. Fui segurada por todos os lados, não tinha escapatória. Nem meus gritos faziam minhas irmãs me socorrerem. Elas não eram malucas, né? Nessa hora, todas já tinham se escondido.

3 minutos de pura maldade. Água gelada, pequenos monstrinhos de espumas, cheiro horroroso, uma catinga mesmo (com esse cheiro nem o São Francisco de Assis ia querer dar um cheirinho em mim). Eles não sabiam, mas estavam me sujando com aquela b*&%#. E eles precisavam entender que o que vem do céu é limpo, glorioso, é saudável. Mas o que vinha daquele monstro cheio de furos e seus companheiros fedorentos não eram.

Banho. Palavra usada para a higiene humana para deixá-los, de acordo com eles, limpos e cheirosos. Pelo menos é o que eles pensam, né!? Terrorismo, palavra usada por mim para definir o banho dos humanos.

Abaixo ao terrorismo!

Beijos
Krystal

2 comentários:

  1. Para tomar banho essas coisinhas fofas reclamam. Agora na hora de ficar na chuva eles nem se importam!!! rsrsrsrs

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  2. até o final do ano as 3 gatosas vão tomar banho, ha se vão !

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