quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Da água para o vinho!


Minha história começa na casa de uma protetora de animais, a tia Simone (integrante de um grupo de protetores da ONG chamada “SOS Felinos” - você pode ler sobre eles clicando no nome). Minha mãe, já havia sido resgatada grávida de mim e meus irmãozinhos. Nascemos lá. Infelizmente, tia Simone não podia ficar com todos nós, mas fazia o possível para que todos fossemos adotados. Porém, a vida é muito difícil e fomos adotados separadamente. Contudo, não estaríamos mais nas estatísticas de animais de rua, sem lar, comida, água limpa e alguém para nos amar.

Meus irmãos foram sendo escolhidos rapidamente e sendo reservados para adoção, mas eu, ainda estava lá, pronta para ser adotada. Tinha chegado a minha hora. Fui levada a um objeto estranho no qual as pessoas chamam de “automóvel”, mas para mim, parecia mais uma caixa dessas que deito só que com rodas e com um barulho de trovão. Mas aquilo era um automóvel, um veículo.  Vim passeando pela cidade, olhando as modas e, às vezes, dormindo um pouco, a viagem me cansava.

Cheguei no meu destino. De início, um lugar bem diferente. Tinha um varandão enorme para eu correr e muitas plantas para me esconder. Porém, o que era diferente me pareceu muito agradável. Senti-me em casa. Era meu novo lar. Já até tinha uma nova irmã felina que de início não gostava de mim, porém dei o meu jeitinho de conquistar brincando muito com ela e conversando, até fui abusada em dormir em cima. Fazer o quê se ela me passava segurança e me esquentava no frio?! Ganhei uma nova mamãe que me recebeu muito feliz com minha outra irmã e meu irmão.

Todos me amavam. Porém, viviam dizendo que eu parecia um “ETzinho”. Pergunto, o que é um “ETzinho”? Até hoje não sei o que significa.

Eu era uma anjinha. Às vezes derrubava algo no chão, quando não derrubava eu subia nas paredes, ou ia até o computador (sim, eu já conhecia o computador) e subia na minha irmã, até tirava um cochilinho dentro do casaco dela. Sobre a comida especial? Tive desde cedo. Uma delícia. Tive vários brinquedos também, bolinhas, bichinhos de pelúcia, cordinhas entre outros, eu era mimada. Pegava meus brinquedos e saía correndo pela casa, até que eu escutava:

- Olha os brinquedinhos da Jaddy, tudo espalhados. Essa gatinha tem um fogo.

Eu não podia ser fogo, eu não queimava. Mas vai entender os humanos, né! Eles têm cada uma. Parece até que não sabem o que é fogo. Mas vivem dizendo para sair de perto do fogão, pois queima. E o “ETzinho”, vocês lembram? De onde saiu isso?

Continuando. Eu cresci. Linda, formosa e gatosa. E de repente virei “godinha linda”. Godinha? Quero deixar bem claro que sou saudável, ok? Também dizem “que gata feminina!”, eu sou gata gente, helloooo! Antes que era um “ETzinho”, virei a gata mais formosa da casa e já ouvi dizerem “ela ficou tão linda depois que cresceu”.

Mas sabe pessoal, eu confesso que minha mamãe e meus irmãos sempre me amaram e mesmo brincando comigo chamando de ETzinho, diziam que eu era linda e fofa. E eu sou, né! Não é a toa que a Revista Cat me convidou para posar, não é pessoal?

Popó nada de ciúmes de novo, já conversamos sobre isso!

Beijos Jaddynha

Nenhum comentário:

Postar um comentário